sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ah, o amor...


"O amor não pertence ao mundo dos sonhos; amor pertence a Desejo, e Desejo é sempre cruel."

Neil Gaiman é meu escritor de hqs favorito. E Sandman é sua obra máxima - e minha preferida também.

Nela, dentre outras coisas, ele consegue falar sobre sentimentos de uma maneira fenomenal, e que me faz pensar 'esse desgraçado me conhece!'.
Como no texto que segue:

Você já esteve apaixonado? Horrivel não é? Te deixa vulnerável. Te abre o peito e te abre o coração, e quer dizer que alguém pode entrar em você e te detonar por dentro. Você constrói todas essas defesas. Constrói uma armadura completa, e por anos nada pode te machucar, aí­ uma pessoa idiota, nada diferente de qualquer outra pessoa idiota caminha para dentro da sua vida idiota… Você dá a essa pessoa um pedaço de você. Essa pessoa não pediu por isso. Essa pessoa fez algo besta um dia, como te beijar ou sorrir para você, e aí a sua vida não é mais sua. O amor toma reféns. O amor entra em você. Te come por dentro e te deixa chorando na escuridão, e frases simples como “talvez devêssemos ser apenas amigos” ou “nossa, que perspicaz” se transformam em farpas de vidro movendo-se para dentro do seu coração. Dói. Não apenas na imaginação. Não apenas na mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, é uma dor-que-entra-em-você-e-te-arrebenta. Nada deveria ser capaz de fazer isso. Especialmente o amor. Eu odeio o amor

- Rose Walker em Sandman #65 , de Neil Gaiman
Quem nunca se sentiu assim?

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