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quinta-feira, 22 de março de 2012

Outra noite que se vai...


'Como folhas secas pelo chão, nas frias tardes de outono,
Veio o vento e te levou (e junto, o meu coração).'

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Days gone by


'Ah! Sujeito estranho é o tempo
Que às vezes ameaça até parar
Outra hora acelera e vai embora
Mas nunca... nunca quer voltar.'

-- Circus Musicalis - Sobre o Tempo

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

'Quem de dentro de si não sai...


...vai morrer sem amar ninguém.'

-- Vinicius de Moraes - Berimbau

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quarta-feira, 23 de março de 2011

We don't need no education


"Andei fazendo uma lista de tudo que não ensinam na escola.
Não ensinam a amar ninguém, não ensinam a ser famoso, não ensinam a ser rico ou pobre.
Não ensinam a se afastar de alguém que você já não ama mais.
Não ensinam a saber o que se passa na cabeça dos outros.
Não ensinam nada que valha a pena saber.
As vezes eu me sinto... porra... sei lá, OCA. Em geral quando não sinto o que deveria sentir.
Minha amiga está morrendo de AIDS e como me sinto? Vazia. Só isso, apenas vazia"


Rose Walker em Sandman - Entes Queridos, de Neil Gaiman.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mother, should I build the wall?



"The roamers didn't go away because you can't see them."
(Carl, The Walking Dead, ed 72)


Os problemas não irão embora se você apenas fechar os olhos e fingir que não existem. Eles continuarão lá. Apenas fora de visão.

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domingo, 31 de outubro de 2010

Sobre a falta de opções

"Sabe, o melhor verso de poesia já proferido em toda a história deste pais maldito foi dito por Canada Bill Jones em 1853, em Baton Rouge, enquanto ele estava sendo enganado e roubado em um jogo de faraó com cartas marcadas. George Devol, que não era, assim como Canada Bill, um homem avesso à idéia de depenar o babaca da vez, chamou Bill para o lado e perguntou se ele não estava vendo que havia trapaça no jogo. E o Canada Bill suspirou, deu de ombros e disse: "Eu sei. Mas é o único jogo que tem nesta cidade". E voltou ao jogo."

Trecho de "Deuses Americanos", de Neil Gaiman

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Caminhos

 

“Gatinho de Cheshire... O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
“Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
“...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
“Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”

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domingo, 20 de junho de 2010

Com a palavra, Odin.


Porque os antigos deuses, a cada dia, perdem suas forças; e as preces e oferendas, antes direcionadas a eles, hoje são para os novos deuses, que estão cada vez mais presentes e atuantes em nossas vidas.



'Vocês me conhecem. Todos me conhecem. Alguns não têm motivo pra gostar de mim, mas, gostem ou não, vocês me conhecem. Eu estou aqui há mais tempo do que a maior parte de vocês, e também achei que a gente poderia se virar com o que tem. Não é o bastante para ficarmos contentes, mas é suficiente pra ir em frente. Mas pode não ser mais o caso.

Há uma tempestade a caminho, e não é uma tempestade do nosso tipo. Quando as pessoas vieram pros Estados Unidos, elas nos trouxeram junto. Trouxeram eu, Loki e Thor, Anansi e o Deus-Leão, Leprechauns e Kobolds e Banshees, Kubera e Frau Holie e Ashtaroth, e trouxeram vocês. Viemos até aqui na cabeça dessa gente e criamos raízes. Viajamos com os colonizadores pro Novo Continente do outro lado do oceano. A terra é vasta. Mas o tempo passou e nosso povo nos abandonou, lembrando de nós apenas como criaturas do Velho Continente, como coisas que não tinham vindo com elas pro Novo.

Quem acreditava verdadeiramente em nós morreu, ou parou de acreditar, e fomos abandonados, ficamos perdidos, assustados e sem posses, vivendo de migalhas de adoração e de crença que podíamos encontrar.

E fomos sobrevivendo da melhor maneira possível. Então foi isso que fizemos, sobrevivemos à margem das coisas, onde ninguém prestava muita atenção em nós.
Hoje temos, vamos admitir, pouca influência. Fazemos das pessoas nossas presas, tiramos delas e sobrevivemos; nós nos despimos e nos prostituímos e bebemos demais. Pegamos gasolina, roubamos, trapaceamos e existimos nas fendas das margens da sociedade. Somos deuses antigos, aqui neste Novo Continente sem deuses.

Assim, como todos vocês tiveram oportunidade de descobrir sozinhos, existem novos deuses crescendo nos Estados Unidos, apoiando-se em laços cada vez maiores de crenças: deuses de cartão de crédito e de auto-estrada, de internet e de telefone, de rádio, de hospital e de televisão, deuses de plástico, de bipe e de néon.

Deuses orgulhosos, gordos e tolos, inchados por sua própria novidade e por sua própria importância. Eles sabem da nossa existência e tem medo de nós, e nos odeiam. Vocês estão se enganando se acreditam que não. Eles vão nos destruir, se puderem. É hora de a gente se agrupar. É hora de agir.'

-- Odin, em "Deuses Americanos", de Neil Gaiman

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ah, o amor...


"O amor não pertence ao mundo dos sonhos; amor pertence a Desejo, e Desejo é sempre cruel."

Neil Gaiman é meu escritor de hqs favorito. E Sandman é sua obra máxima - e minha preferida também.

Nela, dentre outras coisas, ele consegue falar sobre sentimentos de uma maneira fenomenal, e que me faz pensar 'esse desgraçado me conhece!'.
Como no texto que segue:

Você já esteve apaixonado? Horrivel não é? Te deixa vulnerável. Te abre o peito e te abre o coração, e quer dizer que alguém pode entrar em você e te detonar por dentro. Você constrói todas essas defesas. Constrói uma armadura completa, e por anos nada pode te machucar, aí­ uma pessoa idiota, nada diferente de qualquer outra pessoa idiota caminha para dentro da sua vida idiota… Você dá a essa pessoa um pedaço de você. Essa pessoa não pediu por isso. Essa pessoa fez algo besta um dia, como te beijar ou sorrir para você, e aí a sua vida não é mais sua. O amor toma reféns. O amor entra em você. Te come por dentro e te deixa chorando na escuridão, e frases simples como “talvez devêssemos ser apenas amigos” ou “nossa, que perspicaz” se transformam em farpas de vidro movendo-se para dentro do seu coração. Dói. Não apenas na imaginação. Não apenas na mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, é uma dor-que-entra-em-você-e-te-arrebenta. Nada deveria ser capaz de fazer isso. Especialmente o amor. Eu odeio o amor

- Rose Walker em Sandman #65 , de Neil Gaiman
Quem nunca se sentiu assim?

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Início da jornada

 


"Visite qualquer um que você queira, os dois são malucos."
"Mas eu não quero ficar entre gente maluca", Alice retrucou.
"Oh, você não tem saída", disse o Gato, "nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca."
"Como você sabe que eu sou louca?", perguntou Alice.
"Você deve ser", afirmou o Gato, "ou então não teria vindo para cá."

- Alice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll

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