As lições que os games - e até a escola! - podem nos ensinar.
Quando eu era pequeno, minha única preocupação era fazer lição de casa – e, na verdade, era mais uma preocupação da minha mãe do que minha. Eu queria ver TV, jogar videogame, ler gibi, bater figurinha… mas deveria fazer lições. Era um tormento, eu odiava fazer aquilo.
Eu poderia, então, escolher entre fazer logo, com meus amigos, entregar e sair logo pra brincar ou apenas reclamar que aquilo era chato de fazer e simplesmente não fazer. Mas aí eu não aprenderia, levaria bronca e não sairia pra brincar.
Com o tempo, a gente nota que as coisas ruins (como fazer lição), na verdade, não são para nos castigar. Até mesmo aqueles que são realmente chamados de ‘castigo’, como fazer as tabuadas milhares de vezes, o professor não dá pelo prazer de nos ver sofrer. Ele nos dá para que tenhamos disciplina, e para que aprendamos algo – como a citada tabuada. Só depois de muito tempo é que nos damos conta de que todo aquele sofrimento serviu pra nos fazer amadurecer.
Quando crescemos, nossas dificuldades tornam-se sérias, muito mais desgastantes e estressantes do que uma simples tarefa de casa. Elas afetam nossa saúde física e/ou mental, afetam nossos próximos.
Temos problemas de relacionamento, problemas profissionais, acadêmicos, sociais, de saúde… enfim, um monte de possíveis problemas!
E nos focamos nestes problemas como se fossem impossíveis de ser enfrentados.
Chega uma hora em que temos de decidir se vamos ficar eternamente nos lamentando pela vida infeliz que temos, ou se vamos fazer algo para mudar.
A idéia é justamente como no exemplo da escola: por cada dificuldade que passamos, ganhamos mais experiência.
Em jogos de videogame, mais especificamente, de RPG, sempre temos os personagens que controlamos, e que começam com nível baixo de força, defesa, ataque, velocidade…


E, se no começo, resolvemos fugir das batalhas ao invés de lutar, vencer e ganhar experiência, quando enfrentamos inimigos mais poderosos, acabamos perdendo, por causa do despreparo.
Mas, quando enfrentamos cada batalha desde o começo, por mais difícil que seja, nós ganhamos. E ganhamos mais experiência, evoluímos e conquistamos habilidades, para enfrentarmos o próximo adversário e seguir em frente.
Portanto, a cada luta que vier, não vamos pensar ‘mas que droga, por que isso acontece comigo?’; mas sim, vamos encarar como oportunidade para amadurecimento, para ganhar experiência para vivermos melhor.
E para podermos sair logo pra brincar. :)
Power up!
Retirado de postagem minha no blog do Will.

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