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quarta-feira, 23 de março de 2011

We don't need no education


"Andei fazendo uma lista de tudo que não ensinam na escola.
Não ensinam a amar ninguém, não ensinam a ser famoso, não ensinam a ser rico ou pobre.
Não ensinam a se afastar de alguém que você já não ama mais.
Não ensinam a saber o que se passa na cabeça dos outros.
Não ensinam nada que valha a pena saber.
As vezes eu me sinto... porra... sei lá, OCA. Em geral quando não sinto o que deveria sentir.
Minha amiga está morrendo de AIDS e como me sinto? Vazia. Só isso, apenas vazia"


Rose Walker em Sandman - Entes Queridos, de Neil Gaiman.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mother, should I build the wall?



"The roamers didn't go away because you can't see them."
(Carl, The Walking Dead, ed 72)


Os problemas não irão embora se você apenas fechar os olhos e fingir que não existem. Eles continuarão lá. Apenas fora de visão.

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

[Poesia] Choices

'Tem momentos que, não importa
qual foi a decisão tomada,
o melhor caminho parece ser, justamente,
aquele da outra estrada.
E isso é direto... se escolho 'esquerda', depois penso que a 'direita' seria melhor.
Mas imagino que, na mesma situação, se eu tivesse escolhido 'direita', teria a sensação de que a 'esquerda' seria melhor. Confuso?

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lúcifer Costas Largas

Ou 'sobre como é mais fácil culpar algúem por seus atos do que assumir os próprios erros.'

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

'Perdemos tanto com medo de sorrir.'



Ou 'A arte de evitar pessoas'.



Uma das coisas que me salvam no percurso diário de casa / trabalho / faculdade é o MP3, ou algo similar.
Não consigo ir pra lugar algum sem pegar os fones pra ir ouvindo música ou algum podcast no caminho.
Até quando vou lendo alguma coisa, também vou ouvindo algo; ou ao menos deixo os fones nos ouvidos, para inibir qualquer pessoa que tente atrapalhar minha leitura.

E foi isso que acabou se tornando: um 'inibidor de pessoas', um tipo de repelente. Ninguém fala comigo, eu não falo com ninguém. Pronto.
Posso ir dormindo sossegado, ou viajando na música, tocando air guitar, air bass, air drumms, air pandeiro, air uarévaa... que ninguém me incomoda.

E esta é a cena que vejo todo dia: pessoas indo e vindo, se encontrando e reencontrando no decorrer dos dias nos mesmos lugares, pegando o mesmo ônibus, no mesmo ponto, a mesma rotina.
Entra. Senta. Levanta. Sai. Sem falar com ninguém.
Nem um bom dia, nada. Apenas curtindo um sonzinho, sozinho. Um 'coletivo de sozinhos'.

Porque é difícil olhar para o lado e cumprimentar aquela pessoa que você vê todo dia, e que pega o mesmo ônibus que você.
Não, não estou sendo irônico, eu acho difícil mesmo. Odeio conversar no ônibus, evito e corto qualquer tipo de conversa, automaticamente. Evito pessoas, sou chato.

Um dia, ao retornar de um lugar que eu estava trabalhando, indo para o ponto de ônibus, uma véia mulher veio em minha direção.
Eu, com meu fone de ouvido novo e potentepacacete, estava fechado em meu mundinho, e demorei pra perceber.
Ela me cutuca e pergunta algo. 'Como chego na Avenida X?'.
Era meu segundo dia naquela região e, se eu já sou perdido no meu próprio bairro, imagina do outro lado da cidade? Só o Google Maps pra me ajudar.
Mas a Avenida era próxima, 'só seguir em frente', eu disse. Ela agradeceu, e eu acelerei o passo, quase voltando a me fechar em meu mundo.

Até que pensei... eu iria para a mesma Avenida, provavelmente para o mesmo ponto de ônibus. Que mal faria se eu caminhasse ao lado dela, e comentasse algo?
Lembrei de um trecho de uma música que diz 'perdemos tanto com medo de sorrir' e, antes que eu me desse conta, estava conversando com ela.
No meio do papo ela acabou me ensinando um caminho muito mais fácil para eu chegar no trabalho em menos tempo.
Fiz o teste no dia seguinte e, se antes eu demorava 1h40 pra chegar, agora eu demorava pouco mais de 1h (sim, ela me deu informações melhores que as do Google huauha).

Uma conversa simples, mas que acabou me ajudando (agora eu poderia dormir quase 30 minutos a mais de manhã, bem melhor que 'só mais 5 minutos, mãe!').
Isso me fez pensar no quanto eu e outros muitos estamos perdendo... 'com medo de sorrir'.

Sim, eu continuo odiando e evitando conversas, me fechando em meu fone.

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Um cantinho, um violão...

 No nosso país, é meio que comum ouvir gente reclamando de tudo, inclusive da nossa cultura, nossa arte, nossa música (mas claro, não fazendo nada pra ajudar a melhorar).

Muitos 'pagam pau', veneram e idolatram o que vem de fora, e esquecem de olhar (ou ouvir) o que temos de bom aqui.

Sempre o daqui é pior que o de lá. Por quê? Porque é nacional. Que pensamento estúpido!

Aliás, qualquer pensamento de 'porque é nacional é bom' ou 'porque é nacional é ruim' é estúpido. Chego a ver comentários idiotas do tipo 'nossa, esse cara faz um ótimo som... nem parece brasileiro', ou ainda 'apesar de ser do Brasil, é bom'.

Mas estes esquecem de uma pequena coisa coisa chamada 'Bossa Nova'. Esse estilo doido, cheio de acordes com tensões, cheio de modulações, tons estranhos que beiram o 'desafinado' (heh), com uma riqueza melódica, harmônica e claro, com letras belíssimas, sempre.

Esse estilo que influenciou e teve músicas interpretadas por grandes nomes do Jazz. Bão, esse mimimi todo é só pra falar de alguém que eu tive a oportunidade de ver - e de grátis - no centro de São Paulo neste final de semana.
Eu, desde que conheci a Bossa Nova, no final do ensino médio, sonho em ver uma apresentação de algum grande nome da Bossa ao vivo. E no último dia 16, em um dos eventos da Virada Cultural, de SP, vi um dos melhores violonistas em atividade no mundo: Toquinho.




Sim! O mesmo que andou em meio aos deuses Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto, Paulinho Nogueira, dentre tantos outros...
Este mesmo, autor / co-autor de músicas que estão cravadas em nossas mentes e (momento piegas ON) em nossos corações infantis, como 'Aquarela', 'A Casa', 'O Pato'... Um grande mestre do violão, instrumentista versátil e inspirado, grande nome da música mundial (sim, reconhecido merecidamente em todo o globo).
Hoje, mesmo com mais de 60 anos nas costas (e na barriguinha sécsi auheuhea), mais de 40 de carreira, ele está aí. Inteiro, fazendo boa música, interpretando clássicos, criando novos.

Enquanto muitos se matam pra ver outros velhinhos, dinossauros do rock - que também fizeram história, aliás - pagando absurdos 300 mangos (sim, eu fiz isso), nós temos a oportunidade de ver verdadeiros gênios musicais aqui pertinho. De graça!

Claro, do mesmo modo que tem muitos que não sabem o que estão perdendo, e que ainda têm um preconceito com o material brazuca... também tem aqueles que são sábios e, independente de estilo, idade, classe social, opção sexual (ou sei lá, qualquer coisa huauha) sabem apreciar boa música.
Foi lindo de ver, por exemplo, uma senhora à minha frente, com duas meninas de no máximo 15 anos (possivelmente as netas) curtindo a apresentação; muitos jovens da minha idade também, tinha 2 mendigos perto de mim dançando e cantando (!), crianças, uma galera do roquenrol, enfim...

É uma pena que MUITA gente busque primeiro lá fora. É uma pena que muitos se fecham em apenas um estilo. Sem saber que seus ídolos se espelham justamente nesses grandes mestres do passado:



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segunda-feira, 29 de março de 2010

|Outro Lunático| - Águas Correntes

Uma vez li um livro muito bom. Uma parte dele falava sobre as águas, sobre a liberdade delas...

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco."


Andei lendo 'As Crônicas de Nárnia' estes tempos e, a cada livro que eu terminava, postava uma análise mais 'teológica' no antigo blog do Will.

Pra não perder o costume, postarei por aqui o que me chamou atenção em um trecho do último que li, 'Príncipe Caspian' (não, não farei nenhuma 'análise teológica' aqui, relaxa).



Rapidamente, um resumo: Nárnia é um mundo fantástico, onde habitam seres mitológicos, animais falantes, ocorrem batalhas épicas entre o bem e o mal, e foi criado por Aslam, um Leão ‘enorme, peludo e luminoso’ através do seu canto. Seus mais importantes Reis e Rainhas foram Pedro, Edmundo, Susana e Lúcia, filhos e filhas de Adão e Eva - são crianças de nosso mundo.

Em 'Príncipe Caspian', os verdadeiros Narnianos - essas criaturas fantásticas, anões, animais falantes, dríades, gigantes, centauros, faunos, et cetera - são praticamente dizimados e conquistados pelos Telmarinos, e os que sobraram vivos, fugiram para as florestas.

Então, os primeiros Reis e Rainhas de Nárnia são chamados do nosso mundo para o de Nárnia para ajudar os remanescentes a tomarem de volta a terra que é deles por direito.

Em um momento, Susana hesita em acertar uma flechada em um urso que ia atacá-la, por temer ser um urso falante, um autêntico Narniano - e quase é morta por isso. Os animais falantes são muito respeitados e bons.

Trumpkin, o anão vermelho que está com eles, explica: 'Os animais, na sua maioria, ficaram mudos e tornaram-se inimigos. Nunca se sabe de que gênero são; se a gente espera, pode ser tarde demais. Vi bem o focinho dele e ouvi seu rosnado. O que ele queria era uma garotinha para o café da manhã.'

Lúcia, então, comenta:

- Sabe, Su, (...) não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?
- Já temos preocupações que cheguem aqui em Nárnia - disse Susana, sempre muito prática. - Para que inventar ainda outros problemas?


Inventar? É a pura realidade! Quanto mais o tempo passa, mais frios, irracionais e desgraçados nos tornamos. Pessoas boas vão se tornando raridade.
E o pior: usamos máscaras para disfarçar o que somos. Na maioria das vezes, 'é impossível distinguir quem é homem, quem é porco', já dizia George Orwell, no excelente 'A Revolução dos Bichos'.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Back to "The Office"

Ou "como tornar o trabalho menos odioso".

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Level UP!


As lições que os games - e até a escola! - podem nos ensinar. 

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